Otomodelação

Procedimento não cirúrgico corrige as imperfeições e incômodos causados pelas orelhas mais salientes

Classificado como não invasivo, oferece conforto, uma recuperação tranquila e resultado definitivo aos pacientes

Foto: Divulgação - Nathalia Oliveira

Por Joana Bendjouya

A aparência pode influenciar significativamente a autoestima de muitas pessoas, especialmente quando as orelhas, que além de sua função auditiva também emolduram o rosto, por algum motivo apresentam alterações congênitas, como as orelhas de abano. Hoje em dia existem técnicas e procedimentos que ajudam a corrigir essas condições e melhorar a autoestima das pessoas, sem que haja a necessidade de se submeter a uma cirurgia, sem cortes de bisturi, com utilização de anestesia local.

Conforme explica a cirurgiã dentista Gabriela Granke Ferreira, que atua na área de harmonização facial e é uma das pioneiras em otomodelação em Pelotas, o procedimento é rápido, indolor e confortável para o paciente. “Através de um fio, são feito pontos na cartilagem da orelha. Todo esse fio fica interno, nada pode ser visto quando se olha para orelha, não fica nada exposto e esse procedimento vem sendo muito procurado pelo fato de não precisar de internação, cortes, sendo possível ser realizado com anestesia local e possibilita o paciente a retomar suas atividades normais no outro dia.”

Um procedimento realizado em consultório através de uma técnica minimamente invasiva, utilizando linhas de fibra de colágeno e assim possibilita o reposicionamento das orelha. É desta forma que ocorre a técnica de otomodelação; que é voltada à moldagem das orelhas, para quem busca corrigir as orelhas salientes ao rosto, conhecida popularmente como orelhas de abano.

A médica explica ainda que, quando comparado à cirurgia tradicional, a otomodelação só apresenta vantagens. O procedimento é realizado de forma ambulatorial, sendo assim classificado como não cirúrgico. Desta forma, evita os riscos envolvidos em uma anestesia geral, além de cortes que demandam mais resguardo por parte dos pacientes. “O paciente sai do consultório tranquilamente após o procedimento, andando, sem dificuldades, não há necessidade de ir acompanhado e nem de repouso. Além do custo mais reduzido, pelo fato de dispensar uma internação”, explica a dentista.

Os resultados estéticos, segundo Gabriela, podem ser percebidos nas primeiras horas após o procedimento, porém o resultado só é considerado definitivo após um ano, já que a cartilagem vai adquirir o novo ângulo e se adaptando às primeiras mudanças em até seis meses e pode variar de acordo com a resposta do organismo. Em alguns casos, pode ser necessário pequenos retoques, em caso de pacientes que não tenham seguido as recomendações básicas. “Eu sempre explico que é definitivo depois de um ano, pois a cartilagem vai criando memória e se ajustando. Têm ainda as situações de se houver rompimento do fio antes desse período, o que pode fazer com que as orelhas se abram novamente, e nesses casos é feito um novo ponto na região para reparar”, explica.

Além disso, a médica explica que na otomodelação é dispensado o uso de faixas que, no caso das cirurgias mais invasivas, são necessárias. Assim como também são relatadas por pacientes como mais dolorosas. “Já tive pacientes que realizaram a cirurgia convencional antes do procedimento que realizo e comentam que a dor e o incômodo dos pontos são muito grandes, além do uso da faixa, que não é nada agradável e discreta também”, conta.

O procedimento é permitido a partir dos oito anos, que é quando a cartilagem das orelhas já está formada. Mas vale lembrar que, para realizar o procedimento em menores de idade, é necessário estar acompanhado por um responsável e o mesmo deverá também concordar com a realização do procedimento. “É indicado para todas as pessoas que se incomodam com as orelhas pelo fato delas serem abertas, mas é preciso ter cautela com a questão da idade.”

Recomendações
Durante as primeiras 48 horas após o procedimento, o ideal é que paciente faça compressas geladas para ajudar o organismo a combater o inchaço e possíveis hematomas no local. É recomendado também evitar dobras acidentais nos primeiros meses, o que inclui que o paciente tome cuidado ao dormir, não utilize capacetes e evite a prática de atividades físicas que envolvam lutas ou artes marciais, para que não comprometa o resultado do procedimento.

“Evitar esforço físico e seguir orientações de cuidado com as orelhas nos dias subsequentes são cuidados necessários para não arrebentar o fio e a orelha voltar para posição de origem, que caso isso ocorra será necessário realizar o procedimento novamente. Nas primeiras 24 horas o paciente toma uma série de medicações, mas depois vamos diminuindo ao longo dos dias para ir acompanhando a melhora e qualquer tipo de rejeição do fio, que irá ficar ali de forma definitiva. Mas se em algum momento o paciente quiser retirar, também pode ser retirado, não têm problema nenhum e não compromete o resultado”, explica Gabriela.

Benefícios
- Procedimento rápido e indolor.
- Uso de anestesia local.
- Pós-operatório tranquilo, possibilitando ao paciente voltar às suas atividades diárias imediatamente.
- Resultado imediato.
- Acessível para várias faixas etárias, mediante consulta de avaliação, no caso das crianças.

Contraindicações
- Pacientes com a cartilagem das orelhas duras demais.
- Crianças menores de oito anos.
- Grávidas ou lactantes.
- Doenças autoimunes não controladas.
- Infecções locais.

Relatos
Para Nathália Oliveira, 27, realizar o procedimento de otomodelação foi um marco na sua vida, ela relata que tinha muitas questões negativas relacionadas a sua aparência e, com o resultado, atitudes simples do dia a dia começaram a fazer parte da sua rotina, como o simples fato de se sentir obrigada a deixar o cabelo sempre solto ou não usar curto demais. “Eu me sinto mega confiante até com coisas bobas como usar cabelo preso. Para mim foi um alívio porque desde pequena nunca prendia. O procedimento me surpreendeu, zero dor e no pós também, tudo muito tranquilo. Meu único arrependimento é não ter feito antes”, relata.

As memórias de incômodo desde a infância e desconforto com o simples fato de estar com os cabelos presos, assim como questões relacionadas à autoestima, também impactaram a vida de Jaqueline Weiser, 26, que realizou o procedimento neste ano. Ela conta que a cirurgia convencional era algo fora da sua realidade pelo alto custo, mas que ao entender melhor o processo de otomodelação percebeu que era algo possível para melhorar o que há tanto tempo lhe trazia desconforto.

“Desde a infância, as orelhas sempre foram motivo de insegurança e problemas estéticos pra mim e a cirurgia convencional de otoplastia nunca foi uma realidade devido ao alto custo. Quando li sobre o procedimento de otomodelação, busquei entender se era possível para mim e foi quando tive a informação que eu poderia fazer o procedimento por um valor que cabia no meu bolso e o melhor, que era definitivo. O processo e a cicatrização foram super tranquilos e os resultados superaram minhas expectativas. Eu me sinto muito mais confiante e isso impactou até mesmo na minha vida profissional. Para nós, mulheres, não é só questão de estética, nos deixa mais radiantes e empoderadas”, conta.

Essas melhoras estéticas que também impactam diretamente no psicológico também são as recordações que Caroline Dietrich, 32, guarda consigo. Após realizar a otomodelação, há dois anos, ela conta que algumas atitudes que podem parecer normal para muitos como o uso de acessórios na cabeça, para ela era algo sofrido.

“Sempre me incomodou muito a questão de ter orelhas abertas. Como tenho o cabelo liso e fino, sempre me sentia desconfortável quando as orelhas se sobressaiam através dele. Usar preso então, era um desafio, assim como chapéus, bonés, tiaras. Eu sempre gostei e queria usar, mas também não usava por vergonha, mesmo com vontade. Após realizar o procedimento, onde a recuperação foi muito tranquila, para mim foi só alegria, além de aumentar a autoestima. Foi uma realização pra mim, não me sentir constrangida com a minha aparência. Definitivamente mudou a minha vida.”


Carregando matéria

Conteúdo exclusivo!

Somente assinantes podem visualizar este conteúdo

clique aqui para verificar os planos disponíveis

Já sou assinante

clique aqui para efetuar o login

Mês de luta contra as hepatites virais Anterior

Mês de luta contra as hepatites virais

Dermatologista alerta sobre riscos de usar unhas de gel Próximo

Dermatologista alerta sobre riscos de usar unhas de gel

Deixe seu comentário